Uma mulher de 40 anos foi resgatada em situação análoga à escravidão em uma propriedade rural de Benedito Novo durante uma operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A ação ocorreu no dia 12 de maio, mas as informações foram divulgadas pelo órgão na última semana.

Segundo a fiscalização, a vítima era submetida a trabalho doméstico forçado há mais de quatro décadas pelos próprios familiares, vivendo sob jornadas exaustivas, condições degradantes e restrição de locomoção. Ela realizava atividades domésticas desde a infância, sem remuneração e sem acesso a direitos trabalhistas.
A ação contou com a participação da Polícia Federal, Ministério Público do Trabalho (MPT), Defensoria Pública da União (DPU) e equipes de assistência social e psicologia. Durante a operação, familiares tentaram impedir a entrada das equipes e houve ameaças aos agentes públicos com o uso de facas.
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Após a intervenção, a trabalhadora foi acolhida e encaminhada para atendimento especializado. Na mesma propriedade, a fiscalização identificou ainda uma serraria funcionando de forma irregular, com trabalhadores sem registro formal e expostos a graves riscos de acidentes.
Máquinas artesanais operavam sem proteção adequada, sem treinamento de segurança e sem fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Um dos trabalhadores informou atuar no local há mais de dois anos sem acesso a direitos trabalhistas.
Segundo relatos colhidos pela fiscalização, a serraria contava com pelo menos cinco trabalhadores em situação informal.

