A Prefeitura de Blumenau foi alvo de mais duas operações do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) nesta quinta-feira (7). As ações investigam suspeitas de irregularidades em contratos públicos firmados entre 2021 e 2024.

A primeira operação, denominada Sentinela, apura possíveis irregularidades em contratos emergenciais de vigilância armada realizados com dispensa de licitação. Ao todo, três contratos estão sob análise e somam cerca de R$ 56 milhões.
Segundo o Gaeco, há indícios do pagamento de aproximadamente R$ 760 mil em propina. A investigação teve início após o ataque ao Centro de Educação Cantinho Bom Pastor, em Blumenau. Conforme o promotor de Justiça Marcionei Mendes, a contratação emergencial dos serviços de segurança motivou a abertura da apuração.
Já a segunda operação, chamada Arbóreo, investiga suspeitas de irregularidades no fornecimento de merenda escolar para a rede municipal de ensino. O foco da investigação é um processo licitatório realizado em 15 de março de 2022.
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De acordo com os investigadores, o esquema teria movimentado cerca de R$ 3,6 milhões em propina, valores que teriam sido distribuídos entre três servidores públicos entre abril de 2022 e março de 2025. Segundo o promotor Marcionei Mendes, a ação realizada nesta quinta-feira é um desdobramento da operação Ponto Final.
O QUE DIZ A PREFEITURA DE BLUMENAU
Por meio de nota, a Prefeitura de Blumenau informou “que as duas operações investigam contratos firmados pela gestão anterior, encerrada em 2024. A administração municipal afirmou ainda que está à disposição das autoridades e colabora de forma transparente com as investigações, reforçando o compromisso com a legalidade e a correta aplicação dos recursos públicos.”

