Foto: Divulgação / PCISC
A Polícia Científica de Santa Catarina dá mais um importante passo na modernização de suas atividades periciais com a implantação de uma tecnologia reconhecida como padrão-ouro na identificação de resíduos de disparo de arma de fogo. A iniciativa representa um avanço significativo para a instituição, ampliando sua capacidade técnico-científica e fortalecendo a precisão e a confiabilidade das análises periciais.A nova estrutura está instalada no recém-inaugurado Laboratório de Microvestígios da Superintendência Regional de Joinville, que passa a contar com um Microscópio Eletrônica de Varredura acoplado à Espectrometria de Energia Dispersiva de Raios X (MEV/EDS).
A tecnologia permite identificar e caracterizar partículas microscópicas provenientes de disparos de armas de fogo, por meio da análise simultânea de sua composição química elementar e de suas características morfológicas. A metodologia é reconhecida internacionalmente e segue referências técnicas como a ASTM E1588-20.
“A adoão dessa tecnologia reforça o compromisso da Polícia Científica com a inovação e a excelência na produção da prova pericial. Mais do que incorporar novos equipamentos, estamos estruturando um serviço especializado que permitirá ampliar o acesso a exames de alta complexidade em Santa Catarina. Esse investimento fortalece nossa autonomia técnico-científica, valoriza o trabalho dos nossos profissionais e contribui para investigações cada vez mais qualificadas”, destaca a perita-geral da Polícia Científica de Santa Catarina, Andressa Boer Fronza.
A implantação do exame em Joinville representa a primeira etapa de um projeto de expansão estadual dos exames residuográficos. O planejamento prevê a centralização das análises no Laboratório de Microvestígios de Joinville, com a ampliação gradual da capacidade de coleta nas demais unidades da Polícia Científica distribuídas pelo território catarinense.
Nesse modelo, as unidades regionais poderão realizar a coleta de resíduos de disparo de arma de fogo e encaminhar as amostras ao laboratório de referência em Joinville, onde serão submetidas às análises especializadas. A proposta contempla a padronização dos procedimentos de coleta, acondicionamento, transporte e rastreabilidade das amostras, assegurando a integridade dos vestígios e a observância da cadeia de custódia.
Fonte: Agência de Notícias do Governo de Santa Catarina

