A Polícia Civil abriu inquérito para investigar a morte da jovem Maria Luiza Bogo Lopes, de 18 anos, que estava grávida e morreu com o bebê após procurar atendimento por quatro vezes no Hospital Beatriz Ramos, em Indaial.

Na última passagem pela unidade no dia 2 de abril, ela foi transferida para o Hospital Santo Antônio, em Blumenau, passou por uma cesariana de emergência, mas não resistiu. Ela estava grávida de sete meses de uma menina, que também faleceu.
Em entrevista à Rádio Menina FM, o delegado Ícaro Malveira, disse que os documentos médicos foram solicitados aos dois hospitais nesta terça-feira (7), assim que a família da jovem registrou um boletim de ocorrência por negligência, contra o Hospital Beatriz Ramos.
De acordo com Luana, mãe de Maria Luiza, a jovem passou pelo Hospital Beatriz Ramos quatro vezes até ser encaminhada para Blumenau. A primeira consulta foi no dia 30 de março, quando a jovem relatava dores no corpo e na cabeça.
Leia também: Vereador Jean Volpato confirma pré-candidatura a deputado estadual em 2026
O hospital realizou exames de urina e sangue, deu soro para Maria e a liberou. No dia seguinte, ela voltou ao hospital com dores, onde novamente recebeu soro e medicação. No dia 1º, a família voltou à emergência, onde mais uma vez ela foi medicada e liberada.
Já no dia 2, elas buscaram uma UBS, e Maria nem conseguiu entrar na unidade antes de cair de fraqueza. Segundo a mãe, após uma última visita ao posto de saúde, um carro da Prefeitura de Indaial a levou até o Hospital Beatriz Ramos, onde os profissionais de saúde já decretaram as baixas chances de sobrevivência.
Maria foi então encaminhada ao Hospital Santo Antônio, em Blumenau, em uma UTI móvel. Logo na chegada, ela passou por uma cesariana de emergência, mas a bebê não resistiu. Cerca de uma hora e meia após o parto, a mãe da criança também faleceu.
O QUE DIZ O HOSPITAL BEATRIZ RAMOS
Através de nota, a Associação Beneficente Hospital Beatriz Ramos informou que, “desde a ocorrência envolvendo a paciente Maria Luiza Bogo Lopes, iniciou imediatamente a adoção de todas as medidas cabíveis para o esclarecimento completo dos fatos.
O caso está sendo submetido a investigação técnica rigorosa, conduzida em conformidade com os protocolos do Conselho Federal de Medicina e do Ministério da Saúde, respeitando todos os fluxos institucionais aplicáveis.
A apuração ocorre no âmbito da Comissão Técnica Hospitalar, com análise criteriosa e detalhada, incluindo a revisão minuciosa de todo o processo assistencial desde o primeiro atendimento prestado à paciente.”

