A Vigilância Sanitária e a Polícia Civil voltaram a interditar, nesta quinta-feira (2), uma fábrica clandestina de sorvetes e picolés que funcionava nos fundos de uma residência em Ituporanga. O proprietário do local ignorou a primeira ordem de fechamento, ocorrida no último dia 31 de março, e rompeu os lacres oficiais para retomar a fabricação dos produtos.

A nova investida das autoridades aconteceu após denúncias de que as máquinas continuavam operando ilegalmente. Ao chegarem ao endereço, os agentes encontraram o selo de interdição jogado no lixo e flagraram a produção em pleno funcionamento, visível inclusive da calçada. No interior do imóvel, foram localizados baldes de sorvete fabricados recentemente e novas matérias-primas adquiridas para manter o negócio.
O cenário de higiene encontrado na unidade foi classificado como precário. Na primeira vistoria, os fiscais já haviam identificado equipamentos sujos e insumos com validade expirada há mais de dois anos. Além disso, os sorvetes prontos para a venda não possuíam rótulos, datas de validade ou qualquer identificação de origem, representando um risco direto a quem consumisse os produtos.
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Com a reincidência, a Vigilância Sanitária reforçou o lacre das máquinas e da entrada do imóvel. Todo o material apreendido foi encaminhado para descarte imediato. Agora, os responsáveis enfrentam um inquérito policial e podem responder por crimes contra a saúde pública e descumprimento de ordem legal.

