Uma discussão entre clientes dentro de um supermercado no bairro Água Verde mobilizou a Polícia Militar no meio da tarde deste sábado (29). A ocorrência envolveu alegações de injúria discriminatória, agressões físicas e ameaças entre as partes envolvidas.

Ao chegar ao local, a guarnição colheu depoimentos divergentes. Uma das mulheres declarou ter sido vítima de ofensas homofóbicas proferidas por outra cliente após um desentendimento.
Ela relatou ainda que o irmão da acusada chegou ao local e tentou atacá-la, fazendo ameaças de morte até ser contido por funcionários do estabelecimento.
Em contrapartida, a outra mulher negou ter proferido ofensas discriminatórias. Ela alegou que a altercação começou na entrada do mercado e que a acompanhante da primeira mulher puxou seus cabelos e agrediu sua mãe.
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Funcionários do supermercado precisaram intervir em mais de um momento para conter os desentendimentos.
Todos os envolvidos recusaram atendimento médico. Diante das versões contraditórias, a Polícia Militar conduziu a mulher acusada de fazer as ofensas e encaminhou os demais envolvidos à Delegacia de Polícia Civil.
O caso será apurado pelos policiais civis com o auxílio das imagens das câmeras de segurança do local.
Homofobia é crime
Desde 2019, por decisão do STF, a homofobia é enquadrada como crime no Brasil, equiparada à Lei do Racismo. Ofender a honra de alguém por sua orientação sexual configura injúria, com pena prevista de 2 a 5 anos de reclusão e multa. Por ter o mesmo enquadramento do racismo, o crime é inafiançável e imprescritível.

