O Setembro Verde reforça a importância de conversar com a família sobre a doação de órgãos. No Brasil, mais de 3 mil pessoas morrem todos os anos enquanto aguardam por um transplante, segundo dados do Ministério da Saúde.

No Hospital Santa Isabel, em Blumenau, especialistas destacam que a autorização familiar ainda é um dos principais desafios para ampliar o número de doações. Em Santa Catarina, a recusa fica historicamente entre 30% e 33%.
A médica intensivista Joana Pamplona explica que a doação só é discutida com a família após a confirmação da morte encefálica, que segue um protocolo específico e independente das equipes de transplante.
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Mesmo que a pessoa tenha manifestado em vida o desejo de doar órgãos, a autorização da família é obrigatória no Brasil. Por isso, os especialistas reforçam que conversar previamente sobre o assunto pode facilitar a decisão em um momento de luto.

O Hospital Santa Isabel já realizou mais de 5 mil transplantes. Em 2025, o Brasil registrou 20,3 doadores por milhão de habitantes e realizou quase 10 mil transplantes.
Além da doação, os especialistas destacam que o sucesso do transplante depende do acompanhamento médico contínuo e do uso correto dos medicamentos após o procedimento.

