O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, após passar mal. Ele foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), próximo de onde morava, em Alphaville. A causa da morte não foi divulgada.

Em nota, a família de Oscar lamentou a morte e relembrou sua trajetória. O velório e o enterro serão restritos à família e a amigos.
“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo. Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida.
No dia 8 de abril, Oscar foi um dos homenageados pelo Comitê Olímpico do Brasil na cerimônia do Hall da Fama, realizada no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.
TRATAMENTO CONTRA CÂNCER
Em 2011, Oscar foi diagnosticado com câncer no cérebro. Passou por cirurgias, mas a doença persistiu. Em 2022, afirmou que havia interrompido por conta própria o tratamento de quimioterapia. Após a repercussão, esclareceu a situação e anunciou que estava curado.
MÃO SANTA
Oscar Daniel Bezerra Schmidt nasceu em 16 de fevereiro de 1958, em Natal (RN), e é reconhecido como um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos no Brasil e no mundo.
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Conhecido como “Mão Santa” e eterno camisa 14 da seleção brasileira, foi um dos principais responsáveis por popularizar o basquete no país. Em cinco participações olímpicas — Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996 — marcou 1.093 pontos e se tornou o maior cestinha da história dos Jogos.
Oscar foi considerado um dos melhores da história, integrando o Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete (Fiba) e o Hall da Fama da NBA, mesmo sem nunca ter atuado oficialmente na liga americana.

