A Polícia Civil de Blumenau, por meio da Delegacia de Repressão a Roubos (DRR), encerrou nesta quarta-feira (15) o inquérito que investigava o assalto a um criador de conteúdo no bairro Fortaleza, ocorrido em novembro de 2025. A ação ganhou repercussão nacional porque a vítima realizava uma transmissão ao vivo no TikTok no momento em que os criminosos invadiram a residência na Rua 25 de Agosto. O relatório final descarta a hipótese de simulação para gerar engajamento e confirma que os assaltantes erraram o alvo pretendido.

Segundo a investigação, o plano original da quadrilha era roubar o proprietário das quitinetes, que reside ao lado da vítima. No entanto, os executores acabaram entrando no imóvel errado e rendendo o influenciador. Na ocasião, foram levados celulares e um veículo Audi A3, recuperado pouco tempo depois. A Polícia Civil identificou sete pessoas envolvidas na estrutura criminosa, incluindo os executores, o mentor intelectual, financiadores e responsáveis pelo apoio logístico e fuga.
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Nesta quarta-feira, os policiais cumpriram mandados de prisão em Itajaí contra dois executores e o arquiteto do crime. Um adolescente envolvido na ação também foi alvo de um mandado de internação, cumprido na cidade de Timbó Grande. A investigação revelou que a maior parte do grupo se deslocou do litoral catarinense exclusivamente para praticar o crime em Blumenau. Todos os envolvidos possuem antecedentes criminais; na época do roubo, dois eram foragidos e um estava em saída temporária.
Um dos executores identificados permanece foragido por não ter retornado ao sistema prisional após o benefício da saída temporária. Outras pessoas que participaram de forma indireta do crime, auxiliando no transporte e financiamento, foram formalmente indiciadas, mas responderão em liberdade após a Justiça indeferir os pedidos de prisão por entender que as medidas seriam desproporcionais para a participação secundária.
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A Polícia Civil enfatizou que as provas colhidas, incluindo a análise de comunicações e o monitoramento dos passos da quadrilha antes do delito, comprovam a veracidade do fato e a natureza acidental da escolha da vítima. O inquérito agora segue para o Ministério Público, que deve oferecer a denúncia formal contra os indiciados.

