A Polícia Civil indiciou a mãe e o padrasto do menino de dois anos que morreu vítima de maus-tratos no dia 19 de junho. A família é de José Boiteux, no Alto Vale do Itajaí, mas a apuração começou após a criança ser internada com sinais de maus-tratos, no dia 13 de junho, no Hospital Jaraguá, no Norte de Santa Catarina.

Durante o trabalho de investigação, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva contra o casal. A delegacia responsável pelo caso informou que as investigações continuam, mas que já há elementos suficientes para o indiciamento dos dois.
Com base nas informações reunidas no inquérito, a mãe e o padrasto foram indiciados pelos crimes de maus-tratos em continuidade delitiva e homicídio qualificado por motivo fútil, tortura e por ter sido cometido contra menor de 14 anos.
CONTRADIÇÕES NOS DEPOIMENTOS
O menino morreu após permanecer internado em estado grave na UTI Pediátrica do Hospital Jaraguá, em Jaraguá do Sul. A criança havia sido hospitalizada após dar entrada com ferimentos que passaram a ser investigados pelas autoridades como suspeita de agressão.
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A PM foi acionada pela equipe médica depois que os profissionais identificaram que a gravidade dos ferimentos era incompatível com a versão apresentada pelos familiares. Segundo a PM, a mãe da criança, de 21 anos, relatou que o filho teria sofrido uma queda durante o banho, enquanto estava sob os cuidados do padrasto.
Durante os exames, os profissionais de saúde constataram um quadro crítico, que incluía fratura craniana, lesões cerebrais, crises convulsivas, alterações nas funções do fígado e hematomas pelo corpo. A PM achou os relatos muito divergentes para a situação em que o menino se encontrava e acionou a Polícia Civil.

