A possibilidade de um El Niño super forte aumentou para 81%, conforme o mais recente relatório da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), divulgado nesta semana. A atualização indica que a atmosfera já responde ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico, cenário que deve persistir até 2027 e favorecer períodos de chuva acima da média no Sul do Brasil.

Em Blumenau, os reflexos já começam a ser observados. Dados da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil mostram que, em junho, o município registrou 153,5 milímetros de chuva, volume 33% superior à média climatológica para o mês, que é de 115,4 milímetros. Apesar do acumulado elevado, a precipitação ocorreu de forma irregular, alternando episódios de chuva intensa com dias de tempo firme. As temperaturas mínimas e máximas também ficaram abaixo da média esperada.
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A Defesa Civil ressalta, no entanto, que o El Niño, por si só, não provoca desastres naturais. Para que ocorram eventos como inundações e enxurradas, é necessária a atuação conjunta de outros sistemas meteorológicos. Ainda assim, o fenômeno aumenta o risco dessas ocorrências ao favorecer chuvas mais frequentes e intensas. A previsão de eventos adversos, porém, só pode ser feita com alguns dias ou poucas semanas de antecedência.
Embora ainda não seja possível dimensionar os impactos do fenômeno na região, a expectativa é de que os próximos meses tenham precipitações frequentes e volumes acima da média. Diante desse cenário, a Prefeitura de Blumenau mantém o monitoramento das condições climáticas e segue com ações preventivas, como a desobstrução de bocas de lobo e o desassoreamento de rios e ribeirões, por meio da Secretaria de Serviços Urbanos.

