A decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), que manteve a recuperação judicial da Teka e afastou a decretação de falência da empresa, representa um importante avanço no processo de reestruturação da companhia, afirmou nesta quarta-feira (10) o CEO da empresa, Rogério Marques.

A sentença proferida nesta terça-feira (9) garante a continuidade das operações da indústria têxtil centenária e a preservação de 1.781 empregos diretos. Para manter a recuperação judicial, o tribunal considerou uma auditoria independente realizada pela Grant Thornton, que apontou a viabilidade operacional e financeira da empresa.
O relatório confirmou que a Teka possui condições de manter suas atividades e cumprir seus compromissos, reforçando os argumentos apresentados pela companhia durante o processo, afirmou Rogério Marques durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (10).
REESTRUTURAÇÃO FINANCEIRA
Nos últimos meses, a empresa também avançou na reorganização financeira. Entre os resultados apresentados estão a redução do passivo tributário federal de R$ 2,3 bilhões para R$ 226 milhões, por meio de uma transação tributária, além de um acordo trabalhista de R$ 70 milhões que beneficiou mais de 2,3 mil trabalhadores.
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Outro ponto destacado pela empresa é a existência de um crédito judicial definitivo de aproximadamente R$ 500 milhões junto à União, valor superior à dívida federal já negociada. Segundo a Teka, esse cenário comprova a solvência da companhia e sustenta a continuidade do processo de recuperação.
DIREITOS TRABALHISTAS
Com a decisão, a empresa seguirá executando o plano de reestruturação apresentado em dezembro de 2025. A companhia também aguarda a liberação de cerca de R$ 18 milhões depositados em contas judiciais, recursos que deverão ser destinados ao pagamento de direitos trabalhistas de empregados ativos e ex-funcionários.
Além do saneamento financeiro, a Teka mantém investimentos para modernizar suas operações. Desde o início da reestruturação, foram aplicados R$ 37,5 milhões nas unidades de Blumenau (SC) e Artur Nogueira (SP). A empresa projeta faturamento superior a R$ 550 milhões em 2026 e prepara novas etapas do plano de recuperação, incluindo a convocação da assembleia de credores e a expansão comercial da marca.

